O tempo passou e eu estou com dezoito anos de idade.
A infância passou, o colegial se foi, muita coisa aconteceu.
Aprendi andar, falar, a ter as minhas preferências...
Já briguei por amigos, já briguei com amigos, eles se foram, fizeram novas amizades.
Já quis ter riscos e ultrapassar os seus conselhos, na hora boa, na hora de viver a festa estamos todos juntos.
Sorrindo, sendo feliz, querendo viver, se sentindo imbatível pra qualquer problema.
Tomei banho de chuva, senti alegria, corri na rua... fiquei doente e ao mesmo tempo triste.
Doença e tristeza não é quase a mesma coisa?
Precisei de tudo, de remédio, de carinho, de um paracetamol...
A temperatura do meu corpo estava tão alta, que nem lembrava daquela chuva, motivo da minha doença, foi tão 'foda' que sumiu da minha mente no momento.
Droga! eu tenho esse problema... eu sempre esqueço ou simplesmente não dou o valor necessário para as coisas boas que tenho, que faço, ou que me fez... me amamentou, me levou pro meu primeiro dia de aula, que sempre fez tudo por mim.
Pra quem foi que eu liguei quando fui estudar fora, e estava sozinho a noite ouvindo a música preferida?
Com uma vontade enorme de voltar pra casa.
Pra quem foi que eu chorei no primeiro dia de aula, querendo sair daquele lugar horrível, que se chamava jardim de infância?
Pra cama de quem que eu corria nas madrugadas do dia 2 de novembro de cada ano, quando sentia medo dos mortos que vinham visitar suas casas?
Quem sempre foi a garantia de que sempre teria alguém por mim, nas horas mais difíceis da minha vida.. naquela hora em que eu posso cair, ficar sem dinheiro, sem auto-estima, deprimido.
Desde os seus 20 anos, quando soube que carregava dentro de você um deslize de aventurinha boba, entre você e o meu pai.
Você vai tá sempre lá, pra fazer o que sempre fez, que é viver por mim, pra mim...
Mas agora vc não está do meu lado fisicamente, mais sei que pensa em mim todos os momentos, e que faria de tudo pra me carregar na palma da mão...
É a lei da natureza que faz ficarmos longe, eu caminho com as minhas pernas e você com as suas.
É vivendo contigo mãe, que eu entendo porque que mães são bobas, que independente do que o filho faça ou seja você o ama incondicionalmente.
Quando ter os meus filhos, quero ser igual a você.
Obrigado pela vida, pelas vacinas, pelos conselhos, pelos tapas na cara, pelos melhores brinquedos, pelo melhor bife e por está comigo.
Nessa vida, só peço pra Deus que em outra, me dê você novamente, se eu for seu pai mãe, vou te mostrar o que sinto, e o orgulho inefável de 'como é ser teu filho'.
Você vai ver, vou te tratar bem, te ensinar as melhores coisas ,você vai ver, você vai sentir.. é um amor que nada e ninguém pode explicar...