domingo, 14 de dezembro de 2008

Putos armados em Fino

"Sabor: pós liquidificador"

Naomi Hit me... And I loved it.
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Quando Deus dá um dom a alguém, também lhe dá um chicote.E o chicote é para a autoflagelação.
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O sucesso não tem sabor nem cheiro, e quando a gente se acostuma, é como se não existisse.
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Violento, bombástico, arrebatador, sonoro, dançante e assustador.
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O segredo é não desistir de entrar no msn.
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Sorrir demais é desespero.
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Passear em todas as praias do posto nove. Mesmo sem gostar de praias.
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Alice amava Lourenzo e fizeram o Michael que não ama ninguém.




Afaste-se do café que espanta o teu sono.
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A infância, dizem sempre os adultos é a época mais feliz da vida.
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O significado não está nas coisas, mas entre elas. (gay soccer)
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Terra de Ninguém.
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Sabem que sou tão subtil como a pequena pele que separa a minha vagina e meu cú.
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Teve um dia aê que nós fomos tres dias pra boite.
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Tô em dúvida se eu compro um nokia, ou um vivo.
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Não foi porque eu quis, ententa!
Agora se eu tivesse querido, seria outra coisa.
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Tú se acha a bala que matou o Papa.
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Caí na cibicleta, e assisti tevelisão.
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sábado, 13 de dezembro de 2008

Oi

Preciso de algo sólido/existente/concreto/verdadeiro/justo/formal/arrebatador, e que não seja inefável.





Parágrafo.




Sem toques, sem certezas, sem sorrisos sobrando.
Sem dicionário, sem confiança no lado, cem reais gasto na sexta feira.
Numa sexta sem tantas coisas....Com restinho de esperança.
Ultimamente ando só, ando sem pressa, e ando com pressa pra sobreviver mais.
Quero noite rápida, dia voando, quero conversas negativas me fazendo bem.
Bem, e eu que odiava o bem, que gostava de catar o desuso entre migalhas no supérfluo.
Quero ser inteligência, querer e poder, dentro de uma bolsa reciclada, ao invés de ser um graveto,sujo, pequeno, no melhor acabamento.
Quero ter ânsia pra acordar e executar, quero procurar um tempo pra atender.
Almoçar atrasado, ou algum elogio do tipo: Você se esforça.
Ser útil deve ser prazeroso, porque ser despesa é broxante. Ter medo de seguir é inevitável, e duradouro.
Pretendo além do cara e coroa, ter pau, pedra e tesoura.
Preciso de mais alternativas, pisar mais longe, ser menos compreensivo.
Quero maior dor sobre as luvas das minhas mãos.
Quero Deus me mostrando como é vencer, e que derrota não é Natal.
Longe de amor e perto da dor.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

No meu quarto há uma janela boa, a melhor de todas que tive nessa vida.
A única que traz o sol sem ofensas e traz o vento sem extravagância.
Dela eu vejo nuvens vermelhas, laranja e amarelo.
Vejo e sinto a chuva.
Os letreiros do outdoor no outro lado da rua escrito: "Seja Ativo! Pratique atividades físicas" me faz pensar sacanagem e lembrar que preciso estudar.
Com essa janela eu aprendo mais!
Estou há dias sem cigarros, e sem ouvir Bowie.
Só como carne branca e bebo água mineral.
Morando aqui, acho que vou viver mais.
Não quero ser tão velho.
Não penso em viver tanto.
Mais vou viver de tudo, pelo menos tentar.
Dessa mesma janela ouvi a parceira de quarto expulsar uma criança da conversa, declarando que só tinha adultos.
"Isso foi profundo como um copo de cana"
Até ontem, eu não me achava um adulto, e ainda nem queria ser.
Na verdade isso sempre acontece e não nos damos conta.
Vou abrir os olhos, deixá-los bem abertos, pra quando chegar a velhice, eu possa dá uma festa de arromba, com direito a língua de sogra e chapeuzinhos multi-colors.
Da minha janela eu serei velho. Por mais que não queira, tudo acontece.
Acontece as brincadeiras de crianças, acontece os movimentos dos carros, o barulho das motos, e até o silêncio da noite, e isso eu sei por que sempre estou na janela.
Hoje e agora, eu vivo olhando e escrevendo... Pela minha janela.

sábado, 8 de novembro de 2008



Tento me acostumar com o calor de "muito! não sei quantos graus"...
Nada é mais agonizante que esses passos apreçados em busca da informação passada.
De costas percebo que nada foi em vão, valeu os minutos cansativos até chegar aqui e tomar o mais gostoso, delicioso 'Suco de Laranja'.
Suco de laranja, você deixou meu dia com iluminação de outono sem sol de verão.
Me abrigo no nada e sinto o doce, e frio sabor daquele suco de laranja.
Quero muitos desses sucos, enquanto puder viver, vou desejar uma mar de suco.
Quero ver o amarelo por todos os segundos a vir... Não vou te perder amarelo.

Nada de nuvens azuis, quero sol amarelo.
Não escovarei meus dentes, a partir de hoje, serão amarelos.
Vou jogar o ouro branco no rio, usarei somente amarelo, só pra relembrar de você Suco de laranja.
Nada de Bowie, de Franz, de Regina, Janis...
Vou ouvir somente Coldplay! Pois só Coldplay canta a música yellow, e yellow me lembra daquele suco.
Depois da roda, você suco, foi a melhor invenção dos meus tempos e de outros, dos outros. Do homem, e de Deus.
Deus, falando em ti, preciso de saúde! A minha anemia ferropriva está cada manhã pior, o bom nisso é que estou amarelo, e combina com o meu suco.
Vou comprar um Estado Brasileiro, plantarei laranja, muitos pés de laranja. Laranjeiras invadirão almas, onde praga nenhuma encosta.
Ah não ser muitas borboletas... amarelas.
Cansei, quando ficar limitado a vitamina no meu organismo de cores quentes e saturadas, posso querer outra coisa.
Acho que morango...
Morango me lembra sonhos de infância, historinhas, comida da avó... Mas com o passar do tempo, a Terra ser aquecida , aquela vitamina do suco que me destes no calor de hoje, me dará saúde, e se tivermos nas últimas, te dou gratuitamente água, oxigênio, força o suficiente pra continuar sendo a melhor coisa que aconteceu na minha manhã quente.
Te quero, dentre vitaminas A, B, "C" e alfabeto inteiro...
Me faz um bem danado, independente de tudo, do que há no mundo.

28 Outubro de 2008.
Michael

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


O tempo tava tão parado que eu consegui escrever "NEVER ENDING WHITE LIGHTS" no ar com a fumaça do cigarro; E como se não bastasse a fumaça ía se dispersando e eu via Brasílias, Portos Alegres e Curitibas, ao final da dispersão era como se representasse o marasmo da minha cidade interiorana.
Arquiteto em Brasília: Nada mais prosaico nem nas mais inefáveis utopias itaitubenses - o que me frustra. Aqui a inércia é a mesma e o movimento alternadamente variado e as forças centrípetas sentidas por mim no meu curso de pára-quedismo, enfim, é o mesmo vácuo, a mesma morbidez.
Agora os sonhos são gradativamente mais diminutos, e não sei se quero a arquitetura barroca, renascentista, realista, romântica ou parnasiana; aliás odeio bucolismos, suporto apenas prédios, barulhos infernais de trânsito intransitável - o eco lingüístico que me perdoe, e aquecimento global.
Estava apenas esperando melhorar da garganta para poder fumar os últimos tostados e me tornei uma pessoa prolixa agora que o prefeito foi reeleito e nada - ou quase - mudou. A próxima mudança na minha vida vai ser o horário de verão que vêm pra me obrigar mudar meus horários e me desadaptar novamente por mais alguns meses... E voltando ao vício, até a fumaça do tostado é a mesma: é densa, mas sempre se dispersa, e as cidades que eu vi na sua materialização não passam e talvez nuca passarão de desejos distantes.
Agora eu preciso de muito mais êxtase ou fossa para me inspirar, afinal já são 27 dias longe de casa com o mesmo esmalte vermelho sangue dramático nas unhas que deixei crescer pro halloween, e por falar em sangue, ultimamente tenho visto muito isso, é bom porque sangue é vermelho e a ajuda a colorir minha vida, como os Martines que secaram os chocolates que acabaram, o bacon que venceu, o gás que acabou, e eu fiquei insana nesses tantos dias morando sozinha, sem grana e sem limite no banco.
Boemia desmedida. Nada de ombros amigos, contatos físicos como beijos, abraços e amassos. Nada mais.
O que ficou foram as reticências, os afinais e os enfins...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Estou sozinho

Acordo dezoito anos depois e olho pra todos os acontecimentos vividos por mim.
Aquela TV velha reproduz perfeitamente o que pensei, senti e fiz ontem, já a imagem de antes de ontem não é tão boa quanto a de hoje, futuramente, breve.
Na verdade só dou os abraços apertados, só corto camisetas velhas, digo palavras em vão, através dessa TV velha, que é velha, interessante e que isso não é uma reclamação.

Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta poucos minutos pra perder todos os sabores e cheiros das manhãs felizes que passei preso entre as cordas do tapete velho, da sala da minha casa.
A minha casa mudou de cor, não sei a cor anterior, mas vejo o vermelho melancia que combina com os sofás verde, da casca da melancia... Eu gosto das paredes da minha casa, não gosto de melancia, acho vago, incompleto, mas que as frustrações de fim de ano, quando a festa é sua, a festa é nossa e de quem quiser...
Não! a festa é deles que passaram no vestibular e não minha.
A minha festa é debaixo do cobertor ou com aquele amigo fracassado, que nunca saiu do colegial e odeia seus pais. Meu pai anda por aí e ta pouco se fudendo pra mim, minha mãe mora noutra cidade e ficou de mal comigo porque não descongelei a minha geladeira. Na minha geladeira tem carne branca, bacon e queijo, todos congelados e eternos, não cozinho pois detesto cozinhar só pra mim. Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ping - pong

Você está as 02:27 da manhã com lágrimas nos olhos, deprimido, sozinho, sem saber o que fazer.
Você escreve chorando e lembra das pessoas que gostam de você e quantas coisas boas o mundo têm pra você experimentar e tentar ser feliz.
Você está melhorando a cada letra que passa e bamboleia de sono.
Busca esperanças no fundo da alma, acha a Terra grande e você mesmo pequeno, sente medo do que pode acontecer no futuro, tenta amar o presente, lamenta covardemente pelo dom que Deus lhe deu, fica mal pelos encontros ou mesmo desencontros nos dias, pelas falhas e solidão.
Mais agradece a Deus pela saúde e coragem, que não sabe de onde, certamente vêm.
Mas me faz um bem danado!
Por você eu faço mil vezes!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sobre microorganismos.

Nome Bíblico, pessoa Demônio, que deixa a tua vida mais perturbada, conturbada como charadas sem pistas, quebra cabeça incompleto.
Hoje, antes de dormir, fiz uma ligação pra ouvir quatro, cinco vezes o alô de uma voz de alguém que não conheço, mais sempre brinca quando mais detesto brincar.
Algo está incompleto e preciso de coisas além da semana e do fim de semana, não adianta acordar pra esperar a tarde chegar, a noite escurecer e o dia acabar, não adianta fazer as mesmas coisas de ontem, de antes de ontem, enfim... dias atrás.
Você pode achar que é um surto, ou algo passageiro, jovialidade ou monotonia, mais cada coisa que passamos mesmo sem toques, sem contato físico virou a minha cabeça e me deixou com pensamentos aventureiros, eu achava que aquilo era algo que acabaria amanhã ou em outro dia e que morreria em um simples bloqueio no meu teclado m ais começou nos meus 15 e hoje já tenho 18 e só cresce, fica mais próximo e maior, ocupa um espaço ilimitável, completo, saturado pelas ânsias de um dia te ter na palma da mão, sobre impressões digitais e microorganismos.
É um sentimento inefável, coisas que só os céus explicam, por sua imensidão.
Dizem por aí que se uma história termina e não foi feliz, isso não foi o fim, você acha que acabou e não tem mais jeito, mais a vida é escrita antes de você sequer está no mundo, e que só é o começo do seu processo de reminiscência.
Posso sonhar alto demais, ou longe demais, mas a tua voz, a tua imagem é mais perto que o próximo segundo a vir, você me excita com mínima dose de sarcasmo, ou daquela crítica sem graça, ouve palavras pornográficas que não digo a ninguém e que penso só quando estou do teu lado, melhor dizer do outro lado... usa, pede mais, tá bom, tira dúvidas e quando sente o prazer, bate a porta e nem dá tchau, eu te odeio por isso e não perdoou nunca.
Não importa quanto me custe cada ligação pro outro lado do país, quantas unhas vão e vêm embora, sempre conjugarei o verbo das nossas conversas na primeira e segunda pessoa, sempre que te ver por aí vou te achar a mais fácil, mais idiota, abominável e mais incessível de todas as criaturas que vi pela terra, entre outros planetas.
Nada é mais nojento que essa distância existente e persistente.
Se eu pudesse te transformaria em um objeto multi-uso, tatuaria no meu braço em uma cicatriz, te levaria pra qualquer lugar e faria, abusaria de todas as formas pra depois te ver como resto, porque assim que você fica feliz fazendo comigo.
Que dia falarás algo sério?
Que terás uma, duas, cinco intenções ao invés de milhares.
A mais pretensiosa de todas, é a que faz melhor, melhor que qualquer pessoa.
Uma inútil, sem educação, imbecil, imperfeita, desprezível e que um dia à de me pagar, pagar bem caro.

01 Julho de 2008

O Porn das Pilastras.

Um dia típico. Como a noite que, agora, nos antecede.
A esperança é de a noite atual ser como uma tiragem a mais dos nossos ontens. Hoje a noite precisamos não deixar de freqüentar nosso pub'zinho rotineiro. Prosaico? Nada, a diferença é que hoje nós vamos pagar no cartão, essas coisas às vezes mudam porque nisso não há regras, nem exceções, por conseqüência; E o que ficam são as boas companhias, a constante das pessoas, que é quando, enfim, nossa percepção óbvia nos remete ao fato de que, a constância nem sempre desemboca no atraente, mas é sempre a resolução mais segura.
Podem pensar quem é Michael e Milla para falar de tal Vocábulo, sendo nós não "metamorfoses ambulantes", no receio disto ser algum padrão ou norma, mas em parte camaleões, sempre em mutação buscando meios e formas que nos agradem. E sempre não agrada em plenitude, mas o importante, o essencial e acima de tudo, o primordial é a busca incansável de boas sensações, tipo quando a gente chega porre às 4:53 da manhã, e se auto-molesta nas pilastras cilíndricas da varanda. O único problema é que porres demoram pra caralho pra gozar, e às vezes nossos tios e primos nos flagram no Porn das Pilastras, Punnf: "que xeretas". Eles têm de ver que ainda somos Baby's.

domingo, 21 de setembro de 2008

21 de Setembro.

O tempo passou e eu estou com dezoito anos de idade.
A infância passou, o colegial se foi, muita coisa aconteceu.
Aprendi andar, falar, a ter as minhas preferências...
Já briguei por amigos, já briguei com amigos, eles se foram, fizeram novas amizades.
Já quis ter riscos e ultrapassar os seus conselhos, na hora boa, na hora de viver a festa estamos todos juntos.
Sorrindo, sendo feliz, querendo viver, se sentindo imbatível pra qualquer problema.
Tomei banho de chuva, senti alegria, corri na rua... fiquei doente e ao mesmo tempo triste.
Doença e tristeza não é quase a mesma coisa?
Precisei de tudo, de remédio, de carinho, de um paracetamol...
A temperatura do meu corpo estava tão alta, que nem lembrava daquela chuva, motivo da minha doença, foi tão 'foda' que sumiu da minha mente no momento.
Droga! eu tenho esse problema... eu sempre esqueço ou simplesmente não dou o valor necessário para as coisas boas que tenho, que faço, ou que me fez... me amamentou, me levou pro meu primeiro dia de aula, que sempre fez tudo por mim.
Pra quem foi que eu liguei quando fui estudar fora, e estava sozinho a noite ouvindo a música preferida?
Com uma vontade enorme de voltar pra casa.
Pra quem foi que eu chorei no primeiro dia de aula, querendo sair daquele lugar horrível, que se chamava jardim de infância?
Pra cama de quem que eu corria nas madrugadas do dia 2 de novembro de cada ano, quando sentia medo dos mortos que vinham visitar suas casas?
Quem sempre foi a garantia de que sempre teria alguém por mim, nas horas mais difíceis da minha vida.. naquela hora em que eu posso cair, ficar sem dinheiro, sem auto-estima, deprimido.
Desde os seus 20 anos, quando soube que carregava dentro de você um deslize de aventurinha boba, entre você e o meu pai.
Você vai tá sempre lá, pra fazer o que sempre fez, que é viver por mim, pra mim...
Mas agora vc não está do meu lado fisicamente, mais sei que pensa em mim todos os momentos, e que faria de tudo pra me carregar na palma da mão...
É a lei da natureza que faz ficarmos longe, eu caminho com as minhas pernas e você com as suas.
É vivendo contigo mãe, que eu entendo porque que mães são bobas, que independente do que o filho faça ou seja você o ama incondicionalmente.
Quando ter os meus filhos, quero ser igual a você.
Obrigado pela vida, pelas vacinas, pelos conselhos, pelos tapas na cara, pelos melhores brinquedos, pelo melhor bife e por está comigo.
Nessa vida, só peço pra Deus que em outra, me dê você novamente, se eu for seu pai mãe, vou te mostrar o que sinto, e o orgulho inefável de 'como é ser teu filho'.
Você vai ver, vou te tratar bem, te ensinar as melhores coisas ,você vai ver, você vai sentir.. é um amor que nada e ninguém pode explicar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sozinho no fim da tarde




Eu sempre quis respostas que nunca existirão.
Eu sempre procuro o perdido, na gaveta da sala.
As vezes fico em dúvida se ouço a minha música no som alto, ou se fico sentindo o tempo passar.
Eu tenho certeza de tudo o que fiz e que aconteceu nessa vida, foi bom, prazeroso e que nada não volta, e se voltar, será apenas algo parecido, sem aquele mesmo sabor e cheiro.
Eu odeio certas músicas, gosto da luz natural da noite.
Sou amigo da chuva de todas horas, inimigo do sol do dia e até da noite se um dia tiver.
Mãos elegantes para uma caneta de cinqüenta centavos. Nenhuma nota de cem reais é tão importante quanto o 'feliz ano novo' e aquele abraço apertado no fim do ano, onde me faz lembrar da infância, de quando morávamos todos juntos, e eu tinha uma outra proteção, além do cobertor que cobria dos pés a cabeça.
Eu vou tirar mil cópias dos filmes bons da locadora, cometer crimes, piratear honras de menininhas que sempre me olham nas ruas do meu bairro. E por trás daqueles óculos de cor café, sabe-se sobre dezoito anos de verdadeiros esforços e glórias.
Daqui pra frente tem que ser bem diferente....
Nada de borboletas longe de mim, serei feito de cola, elas colarão em mim e trará toda a sorte do mundo. Então aprenderei a ganhar dinheiro, a calcular porcentagem, balancear equações e guardar todos os bons perfumes no meu bolso, pra que sempre que precisar eu ter tudo, principalmente o poder de acabar com a guerra no mundo e com os programas de humor que já não me fazem sorrir.
Tomar um banho com Portishead, curar feridas com mercúrio, acertar um gol entre plutão e Saturno. Droga! Plutão não é mais planeta e Jardim do Éden não foi tão perfeito quanto dizem, eu juro que imperfeito, tanto quanto a reputação de mil Marias.
Maria das Graças, das Dores ou Maria Madalena.
Mudarei muita coisa no mundo, mais o pecado fica e a legislação do Brasil também mudará.
Nosso país será monarquia, o verde e amarelo será lilás, e o hino erudito. A tendência não será coroa de ouro, bronze e diamantes, e sim espinhos que não causarão dores e nem cairá sangue, pois sangue será vinho, o mais velho e delicioso de todos.
Quando eu for dono do mundo, os cegos não serão mais aqueles que não querem enxergar e sim os desprovidos de visão, e Deus só dará asas pra quem souber voar...
Acabará o impossível, no meu mundo querer é poder... sorrir é lei, e idosos morrerão crianças.
Então quando os perfumes que guardei no bolso acabar, as ruas e o tempo voltaram ao normal... Terei de rezar todos os dias, procurar Deus e um outro par de sapatos, mudar de apartamento, limpar as unhas e ser a mudança que quero pro mundo. Pois tenho contas e promessas à pagar.
Graças aos céus que o meu pão de todos os dias está na padaria e que o fumo tostado é barato, é... eu sei que fumar faz mal, que a Aids está aqui do lado e que o Aquecimento Global acontece, mas se nada der certo, fico louco e viajo pra França, porque as músicas e a culinária francesa são as melhores, e pra quem precisa iluminar sua vida, na França tem luz.


domingo, 30 de março de 2008

Vá pra vida e viva a Festa.

Michael anos Oitenta.



Pegue o choro sobre a noite e faça dele uma história de dezoito anos, aumente a canção de ninar e solte as fraudas ao vento.
Não cante Rock and Roll, pois ainda não é o futuro.
... Cante, encante, solte-se... Só tenha muito cuidado com o "Boi da Cara Preta"!

Nasce no dia 27 de Setembro de 1989: Michael, Mich, Mitch, Micaze, Monkey, Michê, Mica, e outros.
Conte esta história, sinta o inefável e viva além dos teus dias.
Sinta saudade e também a Juventude.

Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete. Checar ignição, e que o amor de Deus esteja com você...
Fim da década de 80, bicho manso, calor gelado, liberdade livre, noite de sábado, motel, lençóis vermelhos, 9 meses, 'fofocas, filhos e fraudas': Michael, cinco dedos em uma mão.A comunicação, o português, a mentira, depois veio o jardim de infância, após, a malícia e hoje a imperfeição?Traga-me um paracetamol, há milhares de doentes com dores no corpo e na mente. Que horas são? onde estou?Típicos costumes de quem tem medo da velhice e se cobra muito. Mistura de totalitarismo e carne anti-social e que não dá intimidade pra todo mundo, na verdade pra quase ninguém.Que ouve Bowie e ver Hepburn exercendo o grande dom, sem falar da devoção à voz de Janis Joplin, a inteligência de Einstein, as produções de john Cameron Mitchell, às fotos de David Lachapelle e a dedicação de minha mãe nesses dezoito anos de existência. E os jornais querem saber de quem são as camisetas que você usa. A minha história está acabando, e as estrelas parecem muito diferentes hoje, daqui. Vista-me, beije-me. Estou só, preciso de sexo, de um trabalho, de um cigarro.Pra que cigarros se não fumo?