Mateus, Capítulo 04; Versículo 07.
"A minha balança pesou o teu peixe"
E agora tá tão difícil deixar teu toque e teu cheiro fugir com o vento.
A música de fundo não toca como antes, mas tanto faz rolar Strokes ou Cordel que vai dar no mesmo.
A tua ausência é "TERRIBLE"
E o "29 de Dezembro" já marquei no meu calendário
Procurei tua barba por teu rosto, peito e barriga.
E em que lugar cheguei?
Não sei em que lugar, e agora pouco me importa, mas passei pelo melhor toque, o toque das tuas mãos.
"É, a minha balança pesou o teu peixe"
E hoje o meu café foi com leite.
Não sei quantos quilos de saudades você deixou
Talvez esteja distante ou no mesmo lugar
Mas continuo no mesmo azul que me olhava
No azul dos teus olhos, azul como a água...
Como a água que passa na minha mãe por uma noite e as oito da manhã, evapora.
Eu tô com Saudade, Volta.
terça-feira, 7 de julho de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Barbaridade é vida/Barbaridade e Vida
Quando criança aprendi a contar números...
Crescendo aprendi a mentir, a contar histórias, piadas, enfim...
Ainda lembro que me auto desafiava a contar até o último número...
Mal sabia sobre o infinito, sobre o 'querer não é poder'...
Ultimamente tenho sido bem feliz, sou feliz porque tenho paciencia, e sou forte... graças a Deus.
A vida não tem me favorecido em resultados positivos (sem querer ser o problematicozinho fanatismo recente) mas eu vejo toda a galera ganhando e eu na mesma...
"Eu quero correr atras porra, mas é muito quente, o sol"
Bem que o sol poderia tirar férias no Japão... um mês é o suficiente...
Eu ouço conselhos, críticas, mas não paro de me querer bem.
Preciso muito, melhorar...
Queria oportunidades, mas contudo, a vida é perfeita pra mim!
Porque como diz o meu amigo Will, não importa o que vc tem na vida e sim quem você tem!
Eu tenho uma familia 'fulera' de boa que me ama pra caralho, me atura, enfim...
Tenho uma casa que mesmo com goteiras é o melhor lugar do mundo...
Tenho meus lixos básicos, meu celular grande, minha saúde que com sustos me empurra pra frente...
Tenho um computador com vírus... que trava, me sacode, me chateia.
Tenho uma amiga que vai embora... e que vai deixar saudade.
Tenho uma tia/pilastra, uma mãe/alma...
Um pai filha da puta...
Que pegou a minha mãe virgem, e a fez puta, no meio de tanta putaria... e nasceu um putinho, gayzinho, com cara de viadinho, hahaha, pronto, acabou!
Agora o bebê ta gritando: Ah! eu to maluco!!!
Crescendo aprendi a mentir, a contar histórias, piadas, enfim...
Ainda lembro que me auto desafiava a contar até o último número...
Mal sabia sobre o infinito, sobre o 'querer não é poder'...
Ultimamente tenho sido bem feliz, sou feliz porque tenho paciencia, e sou forte... graças a Deus.
A vida não tem me favorecido em resultados positivos (sem querer ser o problematicozinho fanatismo recente) mas eu vejo toda a galera ganhando e eu na mesma...
"Eu quero correr atras porra, mas é muito quente, o sol"
Bem que o sol poderia tirar férias no Japão... um mês é o suficiente...
Eu ouço conselhos, críticas, mas não paro de me querer bem.
Preciso muito, melhorar...
Queria oportunidades, mas contudo, a vida é perfeita pra mim!
Porque como diz o meu amigo Will, não importa o que vc tem na vida e sim quem você tem!
Eu tenho uma familia 'fulera' de boa que me ama pra caralho, me atura, enfim...
Tenho uma casa que mesmo com goteiras é o melhor lugar do mundo...
Tenho meus lixos básicos, meu celular grande, minha saúde que com sustos me empurra pra frente...
Tenho um computador com vírus... que trava, me sacode, me chateia.
Tenho uma amiga que vai embora... e que vai deixar saudade.
Tenho uma tia/pilastra, uma mãe/alma...
Um pai filha da puta...
Que pegou a minha mãe virgem, e a fez puta, no meio de tanta putaria... e nasceu um putinho, gayzinho, com cara de viadinho, hahaha, pronto, acabou!
Agora o bebê ta gritando: Ah! eu to maluco!!!
domingo, 14 de dezembro de 2008
Putos armados em Fino
"Sabor: pós liquidificador"
Naomi Hit me... And I loved it.-
Quando Deus dá um dom a alguém, também lhe dá um chicote.E o chicote é para a autoflagelação.
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O sucesso não tem sabor nem cheiro, e quando a gente se acostuma, é como se não existisse.
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Violento, bombástico, arrebatador, sonoro, dançante e assustador.
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O segredo é não desistir de entrar no msn.
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Sorrir demais é desespero.
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Passear em todas as praias do posto nove. Mesmo sem gostar de praias.
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Alice amava Lourenzo e fizeram o Michael que não ama ninguém.

Afaste-se do café que espanta o teu sono.
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A infância, dizem sempre os adultos é a época mais feliz da vida.
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O significado não está nas coisas, mas entre elas. (gay soccer)
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Terra de Ninguém.
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Sabem que sou tão subtil como a pequena pele que separa a minha vagina e meu cú.
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Teve um dia aê que nós fomos tres dias pra boite.
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Tô em dúvida se eu compro um nokia, ou um vivo.
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Não foi porque eu quis, ententa!
Agora se eu tivesse querido, seria outra coisa.
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Tú se acha a bala que matou o Papa.
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Caí na cibicleta, e assisti tevelisão.
-
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Tô em dúvida se eu compro um nokia, ou um vivo.
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Não foi porque eu quis, ententa!
Agora se eu tivesse querido, seria outra coisa.
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Tú se acha a bala que matou o Papa.
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Caí na cibicleta, e assisti tevelisão.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Oi
Parágrafo.

Sem toques, sem certezas, sem sorrisos sobrando.
Sem dicionário, sem confiança no lado, cem reais gasto na sexta feira.
Numa sexta sem tantas coisas....Com restinho de esperança.
Ultimamente ando só, ando sem pressa, e ando com pressa pra sobreviver mais.
Quero noite rápida, dia voando, quero conversas negativas me fazendo bem.
Bem, e eu que odiava o bem, que gostava de catar o desuso entre migalhas no supérfluo.
Quero ser inteligência, querer e poder, dentro de uma bolsa reciclada, ao invés de ser um graveto,sujo, pequeno, no melhor acabamento.
Quero ter ânsia pra acordar e executar, quero procurar um tempo pra atender.
Almoçar atrasado, ou algum elogio do tipo: Você se esforça.
Ser útil deve ser prazeroso, porque ser despesa é broxante. Ter medo de seguir é inevitável, e duradouro.
Pretendo além do cara e coroa, ter pau, pedra e tesoura.
Preciso de mais alternativas, pisar mais longe, ser menos compreensivo.
Quero maior dor sobre as luvas das minhas mãos.
Quero Deus me mostrando como é vencer, e que derrota não é Natal.
Longe de amor e perto da dor.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
A única que traz o sol sem ofensas e traz o vento sem extravagância.
Dela eu vejo nuvens vermelhas, laranja e amarelo.
Vejo e sinto a chuva.
Os letreiros do outdoor no outro lado da rua escrito: "Seja Ativo! Pratique atividades físicas" me faz pensar sacanagem e lembrar que preciso estudar.
Com essa janela eu aprendo mais!
Estou há dias sem cigarros, e sem ouvir Bowie.
Só como carne branca e bebo água mineral.
Morando aqui, acho que vou viver mais.
Não quero ser tão velho.
Não penso em viver tanto.
Mais vou viver de tudo, pelo menos tentar.
Dessa mesma janela ouvi a parceira de quarto expulsar uma criança da conversa, declarando que só tinha adultos.
"Isso foi profundo como um copo de cana"
Até ontem, eu não me achava um adulto, e ainda nem queria ser.
Na verdade isso sempre acontece e não nos damos conta.
Vou abrir os olhos, deixá-los bem abertos, pra quando chegar a velhice, eu possa dá uma festa de arromba, com direito a língua de sogra e chapeuzinhos multi-colors.
Da minha janela eu serei velho. Por mais que não queira, tudo acontece.
Acontece as brincadeiras de crianças, acontece os movimentos dos carros, o barulho das motos, e até o silêncio da noite, e isso eu sei por que sempre estou na janela.
Hoje e agora, eu vivo olhando e escrevendo... Pela minha janela.
sábado, 8 de novembro de 2008

Tento me acostumar com o calor de "muito! não sei quantos graus"...
Nada é mais agonizante que esses passos apreçados em busca da informação passada.
De costas percebo que nada foi em vão, valeu os minutos cansativos até chegar aqui e tomar o mais gostoso, delicioso 'Suco de Laranja'.
Suco de laranja, você deixou meu dia com iluminação de outono sem sol de verão.
Me abrigo no nada e sinto o doce, e frio sabor daquele suco de laranja.
Quero muitos desses sucos, enquanto puder viver, vou desejar uma mar de suco.
Quero ver o amarelo por todos os segundos a vir... Não vou te perder amarelo.
Nada de nuvens azuis, quero sol amarelo.
Não escovarei meus dentes, a partir de hoje, serão amarelos.
Vou jogar o ouro branco no rio, usarei somente amarelo, só pra relembrar de você Suco de laranja.
Nada de Bowie, de Franz, de Regina, Janis...
Vou ouvir somente Coldplay! Pois só Coldplay canta a música yellow, e yellow me lembra daquele suco.
Depois da roda, você suco, foi a melhor invenção dos meus tempos e de outros, dos outros. Do homem, e de Deus.
Deus, falando em ti, preciso de saúde! A minha anemia ferropriva está cada manhã pior, o bom nisso é que estou amarelo, e combina com o meu suco.
Vou comprar um Estado Brasileiro, plantarei laranja, muitos pés de laranja. Laranjeiras invadirão almas, onde praga nenhuma encosta.
Ah não ser muitas borboletas... amarelas.
Cansei, quando ficar limitado a vitamina no meu organismo de cores quentes e saturadas, posso querer outra coisa.
Acho que morango...
Morango me lembra sonhos de infância, historinhas, comida da avó... Mas com o passar do tempo, a Terra ser aquecida , aquela vitamina do suco que me destes no calor de hoje, me dará saúde, e se tivermos nas últimas, te dou gratuitamente água, oxigênio, força o suficiente pra continuar sendo a melhor coisa que aconteceu na minha manhã quente.
Te quero, dentre vitaminas A, B, "C" e alfabeto inteiro...
Me faz um bem danado, independente de tudo, do que há no mundo.
28 Outubro de 2008.
Michael
Nada é mais agonizante que esses passos apreçados em busca da informação passada.
De costas percebo que nada foi em vão, valeu os minutos cansativos até chegar aqui e tomar o mais gostoso, delicioso 'Suco de Laranja'.
Suco de laranja, você deixou meu dia com iluminação de outono sem sol de verão.
Me abrigo no nada e sinto o doce, e frio sabor daquele suco de laranja.
Quero muitos desses sucos, enquanto puder viver, vou desejar uma mar de suco.
Quero ver o amarelo por todos os segundos a vir... Não vou te perder amarelo.
Nada de nuvens azuis, quero sol amarelo.
Não escovarei meus dentes, a partir de hoje, serão amarelos.
Vou jogar o ouro branco no rio, usarei somente amarelo, só pra relembrar de você Suco de laranja.
Nada de Bowie, de Franz, de Regina, Janis...
Vou ouvir somente Coldplay! Pois só Coldplay canta a música yellow, e yellow me lembra daquele suco.
Depois da roda, você suco, foi a melhor invenção dos meus tempos e de outros, dos outros. Do homem, e de Deus.
Deus, falando em ti, preciso de saúde! A minha anemia ferropriva está cada manhã pior, o bom nisso é que estou amarelo, e combina com o meu suco.
Vou comprar um Estado Brasileiro, plantarei laranja, muitos pés de laranja. Laranjeiras invadirão almas, onde praga nenhuma encosta.
Ah não ser muitas borboletas... amarelas.
Cansei, quando ficar limitado a vitamina no meu organismo de cores quentes e saturadas, posso querer outra coisa.
Acho que morango...
Morango me lembra sonhos de infância, historinhas, comida da avó... Mas com o passar do tempo, a Terra ser aquecida , aquela vitamina do suco que me destes no calor de hoje, me dará saúde, e se tivermos nas últimas, te dou gratuitamente água, oxigênio, força o suficiente pra continuar sendo a melhor coisa que aconteceu na minha manhã quente.
Te quero, dentre vitaminas A, B, "C" e alfabeto inteiro...
Me faz um bem danado, independente de tudo, do que há no mundo.
28 Outubro de 2008.
Michael
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
O tempo tava tão parado que eu consegui escrever "NEVER ENDING WHITE LIGHTS" no ar com a fumaça do cigarro; E como se não bastasse a fumaça ía se dispersando e eu via Brasílias, Portos Alegres e Curitibas, ao final da dispersão era como se representasse o marasmo da minha cidade interiorana.
Arquiteto em Brasília: Nada mais prosaico nem nas mais inefáveis utopias itaitubenses - o que me frustra. Aqui a inércia é a mesma e o movimento alternadamente variado e as forças centrípetas sentidas por mim no meu curso de pára-quedismo, enfim, é o mesmo vácuo, a mesma morbidez.
Agora os sonhos são gradativamente mais diminutos, e não sei se quero a arquitetura barroca, renascentista, realista, romântica ou parnasiana; aliás odeio bucolismos, suporto apenas prédios, barulhos infernais de trânsito intransitável - o eco lingüístico que me perdoe, e aquecimento global.
Estava apenas esperando melhorar da garganta para poder fumar os últimos tostados e me tornei uma pessoa prolixa agora que o prefeito foi reeleito e nada - ou quase - mudou. A próxima mudança na minha vida vai ser o horário de verão que vêm pra me obrigar mudar meus horários e me desadaptar novamente por mais alguns meses... E voltando ao vício, até a fumaça do tostado é a mesma: é densa, mas sempre se dispersa, e as cidades que eu vi na sua materialização não passam e talvez nuca passarão de desejos distantes.
Agora eu preciso de muito mais êxtase ou fossa para me inspirar, afinal já são 27 dias longe de casa com o mesmo esmalte vermelho sangue dramático nas unhas que deixei crescer pro halloween, e por falar em sangue, ultimamente tenho visto muito isso, é bom porque sangue é vermelho e a ajuda a colorir minha vida, como os Martines que secaram os chocolates que acabaram, o bacon que venceu, o gás que acabou, e eu fiquei insana nesses tantos dias morando sozinha, sem grana e sem limite no banco.
Boemia desmedida. Nada de ombros amigos, contatos físicos como beijos, abraços e amassos. Nada mais.
O que ficou foram as reticências, os afinais e os enfins...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Estou sozinho
Acordo dezoito anos depois e olho pra todos os acontecimentos vividos por mim.
Aquela TV velha reproduz perfeitamente o que pensei, senti e fiz ontem, já a imagem de antes de ontem não é tão boa quanto a de hoje, futuramente, breve.
Na verdade só dou os abraços apertados, só corto camisetas velhas, digo palavras em vão, através dessa TV velha, que é velha, interessante e que isso não é uma reclamação.
Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta poucos minutos pra perder todos os sabores e cheiros das manhãs felizes que passei preso entre as cordas do tapete velho, da sala da minha casa.
A minha casa mudou de cor, não sei a cor anterior, mas vejo o vermelho melancia que combina com os sofás verde, da casca da melancia... Eu gosto das paredes da minha casa, não gosto de melancia, acho vago, incompleto, mas que as frustrações de fim de ano, quando a festa é sua, a festa é nossa e de quem quiser...
Não! a festa é deles que passaram no vestibular e não minha.
A minha festa é debaixo do cobertor ou com aquele amigo fracassado, que nunca saiu do colegial e odeia seus pais. Meu pai anda por aí e ta pouco se fudendo pra mim, minha mãe mora noutra cidade e ficou de mal comigo porque não descongelei a minha geladeira. Na minha geladeira tem carne branca, bacon e queijo, todos congelados e eternos, não cozinho pois detesto cozinhar só pra mim. Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta...
Aquela TV velha reproduz perfeitamente o que pensei, senti e fiz ontem, já a imagem de antes de ontem não é tão boa quanto a de hoje, futuramente, breve.
Na verdade só dou os abraços apertados, só corto camisetas velhas, digo palavras em vão, através dessa TV velha, que é velha, interessante e que isso não é uma reclamação.
Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta poucos minutos pra perder todos os sabores e cheiros das manhãs felizes que passei preso entre as cordas do tapete velho, da sala da minha casa.
A minha casa mudou de cor, não sei a cor anterior, mas vejo o vermelho melancia que combina com os sofás verde, da casca da melancia... Eu gosto das paredes da minha casa, não gosto de melancia, acho vago, incompleto, mas que as frustrações de fim de ano, quando a festa é sua, a festa é nossa e de quem quiser...
Não! a festa é deles que passaram no vestibular e não minha.
A minha festa é debaixo do cobertor ou com aquele amigo fracassado, que nunca saiu do colegial e odeia seus pais. Meu pai anda por aí e ta pouco se fudendo pra mim, minha mãe mora noutra cidade e ficou de mal comigo porque não descongelei a minha geladeira. Na minha geladeira tem carne branca, bacon e queijo, todos congelados e eternos, não cozinho pois detesto cozinhar só pra mim. Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta...
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