quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Estou sozinho

Acordo dezoito anos depois e olho pra todos os acontecimentos vividos por mim.
Aquela TV velha reproduz perfeitamente o que pensei, senti e fiz ontem, já a imagem de antes de ontem não é tão boa quanto a de hoje, futuramente, breve.
Na verdade só dou os abraços apertados, só corto camisetas velhas, digo palavras em vão, através dessa TV velha, que é velha, interessante e que isso não é uma reclamação.

Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta poucos minutos pra perder todos os sabores e cheiros das manhãs felizes que passei preso entre as cordas do tapete velho, da sala da minha casa.
A minha casa mudou de cor, não sei a cor anterior, mas vejo o vermelho melancia que combina com os sofás verde, da casca da melancia... Eu gosto das paredes da minha casa, não gosto de melancia, acho vago, incompleto, mas que as frustrações de fim de ano, quando a festa é sua, a festa é nossa e de quem quiser...
Não! a festa é deles que passaram no vestibular e não minha.
A minha festa é debaixo do cobertor ou com aquele amigo fracassado, que nunca saiu do colegial e odeia seus pais. Meu pai anda por aí e ta pouco se fudendo pra mim, minha mãe mora noutra cidade e ficou de mal comigo porque não descongelei a minha geladeira. Na minha geladeira tem carne branca, bacon e queijo, todos congelados e eternos, não cozinho pois detesto cozinhar só pra mim. Estou sozinho, a minha memória está em pane, falta...

Um comentário:

André Shalders disse...

por definição, falta. Fatalmente.
Por menos que isso signifique, se precisares de um amigo de blog, aqui estou.