terça-feira, 30 de setembro de 2008

ping - pong

Você está as 02:27 da manhã com lágrimas nos olhos, deprimido, sozinho, sem saber o que fazer.
Você escreve chorando e lembra das pessoas que gostam de você e quantas coisas boas o mundo têm pra você experimentar e tentar ser feliz.
Você está melhorando a cada letra que passa e bamboleia de sono.
Busca esperanças no fundo da alma, acha a Terra grande e você mesmo pequeno, sente medo do que pode acontecer no futuro, tenta amar o presente, lamenta covardemente pelo dom que Deus lhe deu, fica mal pelos encontros ou mesmo desencontros nos dias, pelas falhas e solidão.
Mais agradece a Deus pela saúde e coragem, que não sabe de onde, certamente vêm.
Mas me faz um bem danado!
Por você eu faço mil vezes!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sobre microorganismos.

Nome Bíblico, pessoa Demônio, que deixa a tua vida mais perturbada, conturbada como charadas sem pistas, quebra cabeça incompleto.
Hoje, antes de dormir, fiz uma ligação pra ouvir quatro, cinco vezes o alô de uma voz de alguém que não conheço, mais sempre brinca quando mais detesto brincar.
Algo está incompleto e preciso de coisas além da semana e do fim de semana, não adianta acordar pra esperar a tarde chegar, a noite escurecer e o dia acabar, não adianta fazer as mesmas coisas de ontem, de antes de ontem, enfim... dias atrás.
Você pode achar que é um surto, ou algo passageiro, jovialidade ou monotonia, mais cada coisa que passamos mesmo sem toques, sem contato físico virou a minha cabeça e me deixou com pensamentos aventureiros, eu achava que aquilo era algo que acabaria amanhã ou em outro dia e que morreria em um simples bloqueio no meu teclado m ais começou nos meus 15 e hoje já tenho 18 e só cresce, fica mais próximo e maior, ocupa um espaço ilimitável, completo, saturado pelas ânsias de um dia te ter na palma da mão, sobre impressões digitais e microorganismos.
É um sentimento inefável, coisas que só os céus explicam, por sua imensidão.
Dizem por aí que se uma história termina e não foi feliz, isso não foi o fim, você acha que acabou e não tem mais jeito, mais a vida é escrita antes de você sequer está no mundo, e que só é o começo do seu processo de reminiscência.
Posso sonhar alto demais, ou longe demais, mas a tua voz, a tua imagem é mais perto que o próximo segundo a vir, você me excita com mínima dose de sarcasmo, ou daquela crítica sem graça, ouve palavras pornográficas que não digo a ninguém e que penso só quando estou do teu lado, melhor dizer do outro lado... usa, pede mais, tá bom, tira dúvidas e quando sente o prazer, bate a porta e nem dá tchau, eu te odeio por isso e não perdoou nunca.
Não importa quanto me custe cada ligação pro outro lado do país, quantas unhas vão e vêm embora, sempre conjugarei o verbo das nossas conversas na primeira e segunda pessoa, sempre que te ver por aí vou te achar a mais fácil, mais idiota, abominável e mais incessível de todas as criaturas que vi pela terra, entre outros planetas.
Nada é mais nojento que essa distância existente e persistente.
Se eu pudesse te transformaria em um objeto multi-uso, tatuaria no meu braço em uma cicatriz, te levaria pra qualquer lugar e faria, abusaria de todas as formas pra depois te ver como resto, porque assim que você fica feliz fazendo comigo.
Que dia falarás algo sério?
Que terás uma, duas, cinco intenções ao invés de milhares.
A mais pretensiosa de todas, é a que faz melhor, melhor que qualquer pessoa.
Uma inútil, sem educação, imbecil, imperfeita, desprezível e que um dia à de me pagar, pagar bem caro.

01 Julho de 2008

O Porn das Pilastras.

Um dia típico. Como a noite que, agora, nos antecede.
A esperança é de a noite atual ser como uma tiragem a mais dos nossos ontens. Hoje a noite precisamos não deixar de freqüentar nosso pub'zinho rotineiro. Prosaico? Nada, a diferença é que hoje nós vamos pagar no cartão, essas coisas às vezes mudam porque nisso não há regras, nem exceções, por conseqüência; E o que ficam são as boas companhias, a constante das pessoas, que é quando, enfim, nossa percepção óbvia nos remete ao fato de que, a constância nem sempre desemboca no atraente, mas é sempre a resolução mais segura.
Podem pensar quem é Michael e Milla para falar de tal Vocábulo, sendo nós não "metamorfoses ambulantes", no receio disto ser algum padrão ou norma, mas em parte camaleões, sempre em mutação buscando meios e formas que nos agradem. E sempre não agrada em plenitude, mas o importante, o essencial e acima de tudo, o primordial é a busca incansável de boas sensações, tipo quando a gente chega porre às 4:53 da manhã, e se auto-molesta nas pilastras cilíndricas da varanda. O único problema é que porres demoram pra caralho pra gozar, e às vezes nossos tios e primos nos flagram no Porn das Pilastras, Punnf: "que xeretas". Eles têm de ver que ainda somos Baby's.

domingo, 21 de setembro de 2008

21 de Setembro.

O tempo passou e eu estou com dezoito anos de idade.
A infância passou, o colegial se foi, muita coisa aconteceu.
Aprendi andar, falar, a ter as minhas preferências...
Já briguei por amigos, já briguei com amigos, eles se foram, fizeram novas amizades.
Já quis ter riscos e ultrapassar os seus conselhos, na hora boa, na hora de viver a festa estamos todos juntos.
Sorrindo, sendo feliz, querendo viver, se sentindo imbatível pra qualquer problema.
Tomei banho de chuva, senti alegria, corri na rua... fiquei doente e ao mesmo tempo triste.
Doença e tristeza não é quase a mesma coisa?
Precisei de tudo, de remédio, de carinho, de um paracetamol...
A temperatura do meu corpo estava tão alta, que nem lembrava daquela chuva, motivo da minha doença, foi tão 'foda' que sumiu da minha mente no momento.
Droga! eu tenho esse problema... eu sempre esqueço ou simplesmente não dou o valor necessário para as coisas boas que tenho, que faço, ou que me fez... me amamentou, me levou pro meu primeiro dia de aula, que sempre fez tudo por mim.
Pra quem foi que eu liguei quando fui estudar fora, e estava sozinho a noite ouvindo a música preferida?
Com uma vontade enorme de voltar pra casa.
Pra quem foi que eu chorei no primeiro dia de aula, querendo sair daquele lugar horrível, que se chamava jardim de infância?
Pra cama de quem que eu corria nas madrugadas do dia 2 de novembro de cada ano, quando sentia medo dos mortos que vinham visitar suas casas?
Quem sempre foi a garantia de que sempre teria alguém por mim, nas horas mais difíceis da minha vida.. naquela hora em que eu posso cair, ficar sem dinheiro, sem auto-estima, deprimido.
Desde os seus 20 anos, quando soube que carregava dentro de você um deslize de aventurinha boba, entre você e o meu pai.
Você vai tá sempre lá, pra fazer o que sempre fez, que é viver por mim, pra mim...
Mas agora vc não está do meu lado fisicamente, mais sei que pensa em mim todos os momentos, e que faria de tudo pra me carregar na palma da mão...
É a lei da natureza que faz ficarmos longe, eu caminho com as minhas pernas e você com as suas.
É vivendo contigo mãe, que eu entendo porque que mães são bobas, que independente do que o filho faça ou seja você o ama incondicionalmente.
Quando ter os meus filhos, quero ser igual a você.
Obrigado pela vida, pelas vacinas, pelos conselhos, pelos tapas na cara, pelos melhores brinquedos, pelo melhor bife e por está comigo.
Nessa vida, só peço pra Deus que em outra, me dê você novamente, se eu for seu pai mãe, vou te mostrar o que sinto, e o orgulho inefável de 'como é ser teu filho'.
Você vai ver, vou te tratar bem, te ensinar as melhores coisas ,você vai ver, você vai sentir.. é um amor que nada e ninguém pode explicar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sozinho no fim da tarde




Eu sempre quis respostas que nunca existirão.
Eu sempre procuro o perdido, na gaveta da sala.
As vezes fico em dúvida se ouço a minha música no som alto, ou se fico sentindo o tempo passar.
Eu tenho certeza de tudo o que fiz e que aconteceu nessa vida, foi bom, prazeroso e que nada não volta, e se voltar, será apenas algo parecido, sem aquele mesmo sabor e cheiro.
Eu odeio certas músicas, gosto da luz natural da noite.
Sou amigo da chuva de todas horas, inimigo do sol do dia e até da noite se um dia tiver.
Mãos elegantes para uma caneta de cinqüenta centavos. Nenhuma nota de cem reais é tão importante quanto o 'feliz ano novo' e aquele abraço apertado no fim do ano, onde me faz lembrar da infância, de quando morávamos todos juntos, e eu tinha uma outra proteção, além do cobertor que cobria dos pés a cabeça.
Eu vou tirar mil cópias dos filmes bons da locadora, cometer crimes, piratear honras de menininhas que sempre me olham nas ruas do meu bairro. E por trás daqueles óculos de cor café, sabe-se sobre dezoito anos de verdadeiros esforços e glórias.
Daqui pra frente tem que ser bem diferente....
Nada de borboletas longe de mim, serei feito de cola, elas colarão em mim e trará toda a sorte do mundo. Então aprenderei a ganhar dinheiro, a calcular porcentagem, balancear equações e guardar todos os bons perfumes no meu bolso, pra que sempre que precisar eu ter tudo, principalmente o poder de acabar com a guerra no mundo e com os programas de humor que já não me fazem sorrir.
Tomar um banho com Portishead, curar feridas com mercúrio, acertar um gol entre plutão e Saturno. Droga! Plutão não é mais planeta e Jardim do Éden não foi tão perfeito quanto dizem, eu juro que imperfeito, tanto quanto a reputação de mil Marias.
Maria das Graças, das Dores ou Maria Madalena.
Mudarei muita coisa no mundo, mais o pecado fica e a legislação do Brasil também mudará.
Nosso país será monarquia, o verde e amarelo será lilás, e o hino erudito. A tendência não será coroa de ouro, bronze e diamantes, e sim espinhos que não causarão dores e nem cairá sangue, pois sangue será vinho, o mais velho e delicioso de todos.
Quando eu for dono do mundo, os cegos não serão mais aqueles que não querem enxergar e sim os desprovidos de visão, e Deus só dará asas pra quem souber voar...
Acabará o impossível, no meu mundo querer é poder... sorrir é lei, e idosos morrerão crianças.
Então quando os perfumes que guardei no bolso acabar, as ruas e o tempo voltaram ao normal... Terei de rezar todos os dias, procurar Deus e um outro par de sapatos, mudar de apartamento, limpar as unhas e ser a mudança que quero pro mundo. Pois tenho contas e promessas à pagar.
Graças aos céus que o meu pão de todos os dias está na padaria e que o fumo tostado é barato, é... eu sei que fumar faz mal, que a Aids está aqui do lado e que o Aquecimento Global acontece, mas se nada der certo, fico louco e viajo pra França, porque as músicas e a culinária francesa são as melhores, e pra quem precisa iluminar sua vida, na França tem luz.