sábado, 13 de dezembro de 2008

Parágrafo.




Sem toques, sem certezas, sem sorrisos sobrando.
Sem dicionário, sem confiança no lado, cem reais gasto na sexta feira.
Numa sexta sem tantas coisas....Com restinho de esperança.
Ultimamente ando só, ando sem pressa, e ando com pressa pra sobreviver mais.
Quero noite rápida, dia voando, quero conversas negativas me fazendo bem.
Bem, e eu que odiava o bem, que gostava de catar o desuso entre migalhas no supérfluo.
Quero ser inteligência, querer e poder, dentro de uma bolsa reciclada, ao invés de ser um graveto,sujo, pequeno, no melhor acabamento.
Quero ter ânsia pra acordar e executar, quero procurar um tempo pra atender.
Almoçar atrasado, ou algum elogio do tipo: Você se esforça.
Ser útil deve ser prazeroso, porque ser despesa é broxante. Ter medo de seguir é inevitável, e duradouro.
Pretendo além do cara e coroa, ter pau, pedra e tesoura.
Preciso de mais alternativas, pisar mais longe, ser menos compreensivo.
Quero maior dor sobre as luvas das minhas mãos.
Quero Deus me mostrando como é vencer, e que derrota não é Natal.
Longe de amor e perto da dor.

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