terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sobre microorganismos.

Nome Bíblico, pessoa Demônio, que deixa a tua vida mais perturbada, conturbada como charadas sem pistas, quebra cabeça incompleto.
Hoje, antes de dormir, fiz uma ligação pra ouvir quatro, cinco vezes o alô de uma voz de alguém que não conheço, mais sempre brinca quando mais detesto brincar.
Algo está incompleto e preciso de coisas além da semana e do fim de semana, não adianta acordar pra esperar a tarde chegar, a noite escurecer e o dia acabar, não adianta fazer as mesmas coisas de ontem, de antes de ontem, enfim... dias atrás.
Você pode achar que é um surto, ou algo passageiro, jovialidade ou monotonia, mais cada coisa que passamos mesmo sem toques, sem contato físico virou a minha cabeça e me deixou com pensamentos aventureiros, eu achava que aquilo era algo que acabaria amanhã ou em outro dia e que morreria em um simples bloqueio no meu teclado m ais começou nos meus 15 e hoje já tenho 18 e só cresce, fica mais próximo e maior, ocupa um espaço ilimitável, completo, saturado pelas ânsias de um dia te ter na palma da mão, sobre impressões digitais e microorganismos.
É um sentimento inefável, coisas que só os céus explicam, por sua imensidão.
Dizem por aí que se uma história termina e não foi feliz, isso não foi o fim, você acha que acabou e não tem mais jeito, mais a vida é escrita antes de você sequer está no mundo, e que só é o começo do seu processo de reminiscência.
Posso sonhar alto demais, ou longe demais, mas a tua voz, a tua imagem é mais perto que o próximo segundo a vir, você me excita com mínima dose de sarcasmo, ou daquela crítica sem graça, ouve palavras pornográficas que não digo a ninguém e que penso só quando estou do teu lado, melhor dizer do outro lado... usa, pede mais, tá bom, tira dúvidas e quando sente o prazer, bate a porta e nem dá tchau, eu te odeio por isso e não perdoou nunca.
Não importa quanto me custe cada ligação pro outro lado do país, quantas unhas vão e vêm embora, sempre conjugarei o verbo das nossas conversas na primeira e segunda pessoa, sempre que te ver por aí vou te achar a mais fácil, mais idiota, abominável e mais incessível de todas as criaturas que vi pela terra, entre outros planetas.
Nada é mais nojento que essa distância existente e persistente.
Se eu pudesse te transformaria em um objeto multi-uso, tatuaria no meu braço em uma cicatriz, te levaria pra qualquer lugar e faria, abusaria de todas as formas pra depois te ver como resto, porque assim que você fica feliz fazendo comigo.
Que dia falarás algo sério?
Que terás uma, duas, cinco intenções ao invés de milhares.
A mais pretensiosa de todas, é a que faz melhor, melhor que qualquer pessoa.
Uma inútil, sem educação, imbecil, imperfeita, desprezível e que um dia à de me pagar, pagar bem caro.

01 Julho de 2008

Um comentário:

André Shalders disse...

quanto ódio. no final, essas coisas nem contam de verdade. De qualquer forma, parabéns, agora vc tem 19.